sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Os princípios morais e sociais em que se inspiram os habitantes de Utopia

José Rogério de Pinho Andrade

Os princípios basilares da convivência entre os Utopianos são muito simples. Thomas More influenciado pelo otimismo humanista encontrava-se convencido de que bastava seguir a sã razão e as mais elementares leis da natureza, que estão em perfeita harmonia com a razão, para acabar com os males que afligem a sociedade.
Deste modo, Utopia não representava um programa social a ser realizado. Consistia sim, em um conjunto de princípios destinados a terem função normativa e que apresentavam os males da época e indicavam os critérios com os quais deveriam ser curados.
Além disto, em Utopia todos os cidadãos são iguais entre si. Não há diferenças de renda nem de status social. Os habitantes da ilha, se substituem em rodízio equilibrado nos trabalhos da agricultura e do artesanato, assim, não havendo a divisão do trabalho, se impede que renasçam também as divisões sociais.
O trabalho não é massacrante como era comum naquela época. A jornada era máxima de seis horas de modo que se pudesse dispor de tempo livre para o lazer e outras atividades.
O culto religioso é estabelecido por sacerdotes dedicados a ele e realizado em lugar próprio. Também era garantido àqueles que nascessem com dotes especiais aos estudos, os literatos, um lugar especial em que pudessem desenvolver suas aptidões e estudos.
Os habitantes de Utopia são pacíficos, seguem prazeres sadios, admitem a liberdade religiosa e de culto, honram a Deus de diferentes modos e sabem se aceitar reciprocamente nessas diversidades.
Com a eliminação do dinheiro e da propriedade privada, os Utopianos também eliminam as adversidades que surgem em função da avidez que despertam nos homens.
Rogério Andrade

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