segunda-feira, 20 de junho de 2011

Discurso Sobre a Servidão Voluntária (Etienne de La Boétie)

Discurso Sobre a Servidão Voluntária
Etienne de La Boétie

Palavras iniciais
Etienne de La Boétie morreu aos 33 anos de idade, em 1563. Deixou sonetos, traduções de Xenofonte e Plutarco e o Discurso Sobre a Servidão Voluntária, o primeiro e um dos mais vibrantes hinos à liberdade dentre os que já se escreveram.
O Discurso foi publicado após a
Toda a sua obra ficou como legado ao filósofo Montaigne (1533 – 1592), seu amigo pessoal que, diante de uma primeira publicação – pirata – do Discurso em 1571, viu-se obrigado a se pronunciar a respeito da Obra, que procura minimizar em seus efeitos apodando-lhe o epíteto de “obra de infância” e “mero exercício intelectual”. Montaigne, com todo o seu inegável brilho intelectual, era um Homem do Estado e disso não escapava.
Entre muitos pontos importantes e relevantes do Discurso em si, ressalta-se:
- O poder que um só homem exerce sobre os outros é ilegítimo.
- A preferência pela república em detrimento da monarquia.
- As crenças religiosas são frequentemente usadas pelas monarquias para manter o povo sob sujeição e jugo.
- Etienne de La Boétie afirma no Discurso a liberdade e a igualdade de todos os homens na dimensão política.
- Evidencia, pela primeira vez na história, a força da opinião pública.
- Repele todas as formas de demagogia.
- Incursionando pioneiramente pelo que mais tarde ficará conhecido como psicologia de massas, informa da irracionalidade da servidão, desde o título provocativo da Obra, indicada como uma espécie de vício, de doença coletiva.
O Discurso, que no século XVI Montaigne considerava difícil prefaciar, hoje em dia é ainda tristemente atual.
O ser humano encontra-se em amarras auto-infligidas por toda a parte. Como dizia Manuel J. Gomes, importante tradutor de La Boétie para o português:
“Se em 1600 era tarefa difícil escrever um prefácio a La Boétie, hoje não é mais fácil. Hoje como nos tempos de La Boétie e Montaigne, a alienação é demasiado doce (como um refrigerante) e a liberdade demasiado amarga, porque está demasiado próxima da solidão. E da loucura.”

Esta será a obra de filosofia para o próximo PASES 2012 da UEMA.  

Texto na íntegra:

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