terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Parábolas Filosóficas - Os porcos-espinho

Por: José Rogério de Pinho Andrade


Um dia friorento de inverno, os porcos-espinho se grudavam uns com os outros, para se manterem aquecidos. Mas, de tantos se estreitarem, logo sentiram a dor dos espinhos que espetavam e tiveram de se afastar. Quando sentiram muito, muito frio, o instinto os empurrou para se aconchegarem mais. Entretanto, sentiram novamente as picadas dos espinhos. E assim foram juntando-se e se separando diversas vezes, até encontrarem finalmente a distância certa.
(Fábula contada pelo filósofo alemão Arthur Schopenhauer - 1788/1860).

Referência:

PIQUEMAL, Michel. Fábulas filosóficas. Ilustração Philippe Lagautrière, trad. Irami B. Silva. 2 ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009. p. 10.

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