domingo, 31 de janeiro de 2010

Descobrindo a Filosofia - A experiência filosófica

A. O pensar e o pensar filosófico:
• A palavra filosofia: Philos e Sophia;
• As características da reflexão filosófica: radical, rigorosa e de conjunto;
• A utilidade da Filosofia

B. A consciência mítica:
• Características: é conhecimento (verdade); intuição compreensiva da realidade; desejo de afugentar o medo e a insegurança; de caráter sobrenatural, sagrado (divino).
• Funções: garantir a tradição e a sobrevivência do grupo; proporcionar um controle mágico sobre a natureza.
• Entre os gregos: transmitidos pelos poetas aedos e rapsodos (Homero e Hesíodo); descreviam a civilização Micênica; enalteciam a figura do herói, suas virtudes e sua relação com os deuses. Contavam a origem do mundo (cosmogonias) e dos deuses (teogonias).
• O mito hoje: permanece embora menos sacralizado.

C. O surgimento da filosofia:
• Superação dos mitos (Mythos) pela razão (Logos);
• Por volta dos séculos VII e VI a.C.;
• Mito e Filosofia - continuidade e ruptura:
 Pontos comuns: unidade universal, do caos inicial à ordem, conexão universal entre os seres, Lei Universal e dualismo.
 Diferenças:
Mito – narrativa do passado,
Filosofia – totalidade do tempo;
Mito – explicações cosmogônicas e teogônicas;
Filosofia – origem natural e impessoal;
Mito – contradição, fábula, crença – Fé, confiança e autoridade,
Filosofia – explicação lógica, coerência e força da razão.

D. Condições e estruturas da sociedade grega:
• A religião: liberdade religiosa (religião pública e privada), inexistência de dogmas e uma classe sacerdotal;
• A economia: sociedade rural – predomínio do pensamento mítico; comércio marítimo – urbanização; utilização da moeda como elemento de troca;
• A política: surgimento da Pólis e do cidadão, a lei escrita como expressão da vontade coletiva e o surgimento do espaço público de debate – Ágora.

E. Características da Filosofia Clássica grega:
• Tendência à racionalidade – o homem como animal racional;
• Recusa de explicações preestabelecidas;
• Tendência à argumentação e ao debate;
• Capacidade de generalização – síntese;
• Capacidade de diferenciação – análise.

Fonte:
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando, introdução à Filosofia. 4ª ed. ver. São Paulo: Moderna, 2009.

CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. 13ª ed. 1ª impr. São Paulo: Ática, 2003

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Como a picaretagem conquistou o mundo, equívocos da modernidade.

Não sou de fazer divulgação de livros, nem muito menos ganho financeiramente alguma coisa, mas faço a divulgação deste livro porque achei-o extremamente empolgante.
É com o título desta postagem que o jornalista e escritor Francis Whenn denuncia em seu livro como a "vitória" daquilo que se convencionou chamar de modelo liberal de sociedade, de sociedade moderna (ou para alguns pós-moderna) se deu por meio da aceitação acrítica de alguns de seus discursos e como isto representou um retrocesso para o desenvolvimento de um pensar racional, crítico e reflexivo. Ao mesmo tempo, ele denuncia o paradoxo desta sociedade que nasce na perspectiva de superação do sono da razão, mas adormece no mesmo sono.
Para ele, as duas últimas décadas (li a 2ª edição de 2007, a primeira é de 2004) tem produzido monstros em decorrência do sono da razão. O Iluminismo em seus dois significados subjacentes, a saber, a descoberta da verdade e sua difusão subsequente, ficou no esquecimento, não se concretizou. Pelo contrário, ele aponta as diversas "picaretagens" desta sociedade que vão, do senso comum e da obviedade dos livros de autoajuda, passando pelas contradições dos governos que inauguraram o pensamento neoliberal. Fala ainda dos diversos discursos escatológicos sobre o fim do mundo que reproduzem o pensamento mítico-medieval (ou pré-histórico, sei lá!) que leva as pessoas a acreditarem que o alinhamento de planetas é indício de que o fim do mundo está próximo. Revela como o mundo que nasceu dos sonhos auspiciosos de libertação por meio da razão se deixou enganar pela força do misticismo.
Por meio de uma linguagem clara e envolvente, o autor nos envolve numa compreensão mais aguçada de alguns dos aspectos falaciosos de nosso tempo. Vale a pena ler!
Apenas um trecho quando ele se refere àquilo que se convencionou chamar de pós-modernismo, mesmo sem se saber o que isto significa direito:
"É este o legado debilitado do pós-modernismo: a paralisia da razão, a recusa a observar qualquer diferença qualitativa entre hipóteses racionais e disparates confusos."

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Viajar é preciso!!!

Aprende-se com a filosofia que aquilo que é por si só é absoluto, perfeito e, por isto mesmo, não é objeto de nossa capacidade de conhecimento. Então, aprende-se com a filosofia que aquilo que é, aquilo que existe, somente o é para uma consciência, para um sujeito. É este que, de algum modo, dá sentido à existência, que estabelece juízos e avaliações sobre a realidade. Isto prá dizer como é bom viajar! Mas a (s) viajem (ens) não são apenas boas, podem ser também, dependendo do ponto de vista do sujeito, ruins. Por exemplo:
1. É bom sair de casa e gastar com o mundo novo, às vezes nem tão novo assim; é ruim ter pagar as constas depois;
2. É bom sair da rotina; embora em seguida a rotina da estrada nos canse;
3. Maravilhosa é vida de despreocupação do viajante; o problema são as novas preocupações quando se volta prá casa;
4. Não ter hora prá dormir e muito menos prá acordar, como é bom; mas como é ruim ficar longe da própria cama!;
5. Voltar prá casa é muito bom, a saudade já não tanto.
Mas chega de falação vejamos algumas imagens: