quinta-feira, 30 de junho de 2011

São João do Maranhão e outras imagens

Boi de Morros - 2011Miolo do Boi de Morros - 2011Índia do Boi de Morros - 2011Índias do Boi de Morros - 2011Índia do Boi de Morros - 2011Índia do Boi de Morros  - 2011
Índia do Boi de Morros - 2011Pai Francisco e M~e Catirina do Boi Brilho da Ilha - 2011Índia do Boi de Morros - 2011Índia do Boi de Morros - 2011Índias do Boi de Morros - 2011Índia do Boi de Morros - 2011
Bumba Boi de Morros - 2011Boi da Floresta - 2011Miolo do BoiBumba Boi da Floresta - 2011DSC_3959Índias do Boi Brilho da Ilha - 2011
Índia do Boi Brilho da Ilha - 2011Índia do Boi Brilho da Ilha - 2011DSC_4413Boi Brilho da Ilha - 2011Vaqueiro do Boi de Zabumba - 2011Boi do Brilho da Ilha  - 2011
Vejam algumas fotos do São João do Maranhão 2011 e algumas outras imagens.
Beleza, encanto e magia fazem de nossa terra motivo de orgulho e de admiração.

UFRJ adere ao ENEM a partir de 2012

A presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Malvina Tuttman, comentou no começo da noite desta quinta-feira a decisão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) de acabar com o vestibular e adotar as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para preencher as vagas na instituição. Segundo Malvina, "a medida demonstra que o Enem não é um problema, é um sucesso".
O Conselho Universitário (Consuni) da UFRJ esteve reunido nesta quinta-feira com representantes do Ministério da Educação (MEC) para tomar a decisão. A partir de 2012, o vestibular da universidade será anulado e 100% das vagas serão preenchidas pelas notas do exame. Os estudantes terão que se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para poder concorrer às vagas.
"Eu considero que tal atitude da comunidade acadêmica da UFRJ vem fortalecer o entendimento que o Enem é um instrumento importante, democrático, que serve para, além de avaliar o ensino médio e subsidiar pesquisas, fazer um importante processo de seleção para os estudantes", disse a presidente do Inep em entrevista ao Terra.
De acordo com ela, o fato da UFRJ ter discutido e aprovado o novo sistema de seleção, demostra comprometimento das instituições públicas de ensino superior em aderir ao Enem. "Não tenho dúvidas em dizer que a UFRJ é uma universidade muito importante no cenário nacional, que reforça que o Enem é um instrumento seguro".
Apesar dos problemas nas últimas edições - em 2009 a prova foi furtada de dentro da gráfica e em 2010 houve erro gráfico e troca no cabeçalho dos gabaritos - Malvina disse que o sistema está sendo aperfeiçoado. "Todos os cuidados estão sendo tomados, os riscos estão sendo detectados. A vida também é feita de riscos e imprevistos", afirmou ao destacar a criação de uma unidade operações logísticas no Inep, que como um reforço para garantir a segurança do processo. Ela também citou a importância dos parceiros, como o Inmetro, na creditação da gráfica responsável pela impressão das provas.
Enem
De acordo com informações do Inep, 6.221.697 estudantes inscreveram-se para o Enem deste ano. As provas foram marcadas para os dias 22 e 23 de outubro, com início às 13h (horário oficial de Brasília-DF), em todos os 26 Estados e no Distrito Federal.
Com as notas do Enem, os estudantes podem se inscrever no Sisu e pleitear vagas em instituições públicas de ensino superior de todo o País. No caso da UFRJ, os candidatos terão que entrar no sistema do Ministério da Educação e buscar as vagas da universidade. Em 2010, foram ofertadas 83 mil vagas pelo Sisu em 83 instituições, sendo 39 universidades federais.

Por: Angela Chagas
Data: 30.06.2011


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Discurso Sobre a Servidão Voluntária (Etienne de La Boétie)

Discurso Sobre a Servidão Voluntária
Etienne de La Boétie

Palavras iniciais
Etienne de La Boétie morreu aos 33 anos de idade, em 1563. Deixou sonetos, traduções de Xenofonte e Plutarco e o Discurso Sobre a Servidão Voluntária, o primeiro e um dos mais vibrantes hinos à liberdade dentre os que já se escreveram.
O Discurso foi publicado após a
Toda a sua obra ficou como legado ao filósofo Montaigne (1533 – 1592), seu amigo pessoal que, diante de uma primeira publicação – pirata – do Discurso em 1571, viu-se obrigado a se pronunciar a respeito da Obra, que procura minimizar em seus efeitos apodando-lhe o epíteto de “obra de infância” e “mero exercício intelectual”. Montaigne, com todo o seu inegável brilho intelectual, era um Homem do Estado e disso não escapava.
Entre muitos pontos importantes e relevantes do Discurso em si, ressalta-se:
- O poder que um só homem exerce sobre os outros é ilegítimo.
- A preferência pela república em detrimento da monarquia.
- As crenças religiosas são frequentemente usadas pelas monarquias para manter o povo sob sujeição e jugo.
- Etienne de La Boétie afirma no Discurso a liberdade e a igualdade de todos os homens na dimensão política.
- Evidencia, pela primeira vez na história, a força da opinião pública.
- Repele todas as formas de demagogia.
- Incursionando pioneiramente pelo que mais tarde ficará conhecido como psicologia de massas, informa da irracionalidade da servidão, desde o título provocativo da Obra, indicada como uma espécie de vício, de doença coletiva.
O Discurso, que no século XVI Montaigne considerava difícil prefaciar, hoje em dia é ainda tristemente atual.
O ser humano encontra-se em amarras auto-infligidas por toda a parte. Como dizia Manuel J. Gomes, importante tradutor de La Boétie para o português:
“Se em 1600 era tarefa difícil escrever um prefácio a La Boétie, hoje não é mais fácil. Hoje como nos tempos de La Boétie e Montaigne, a alienação é demasiado doce (como um refrigerante) e a liberdade demasiado amarga, porque está demasiado próxima da solidão. E da loucura.”

Esta será a obra de filosofia para o próximo PASES 2012 da UEMA.  

Texto na íntegra:

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Justiça abre processo contra suspeita de ato racista no Twitter.

SÃO PAULO - A Justiça Federal de São Paulo abriu um processo contra a estudante Mayara Petruso, suspeita de escrever mensagens racistas contra nordestinos no Twitter. O processo foi aberto após denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal de São Paulo. A denúncia foi oferecida no dia 3 de maio e o processo foi aberto no dia 4 de maio.
As frases preconceituosas foram publicadas no dia 31 de outubro de 2010, após a eleição da presidente Dilma Rousseff. Segundo a denúncia, oferecida pela Procuradoria da República em São Paulo, a jovem teria escrito “Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a Sp: mate um nordestino afogado!”.
Em depoimento ao Ministério Público, a garota assumiu que postou os comentários e confirmou que a cópia da tela preservada como prova pertencia ao seu perfil.
OAB de Pernambuco
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Pernambuco também entrou, nesta semana, com uma ação penal privada na Justiça Federal de São Paulo contra Mayara Petruso. O presidente do órgão, Henrique Mariano, explicou ao G1 que a OAB teria tomado a atitude após procurar o Ministério Público Federal de São Paulo para saber detalhes sobre o andamento do caso e não obter informações sobre os procedimentos adotados.
“Resolvemos ajuizar contra ela uma ação privada, que é uma medida judicial que só podemos tomar quando se comprova a inércia do órgão competente, no caso, o Ministério Público Federal de São Paulo. Resolvemos não esperar maiss e entrar com essa medida, pois no nosso entendimento nada justifica este retardo no que diz respeito à situação dela”, afirmou Mariano. “A autoria do crime já estava configurada, não há dúvidas de que ela postou as mensagens contra o povo nordestino. Ela, inclusive, deu declarações públicas e pediu desculpas pelas mensagens. Nós apontamos a responsabilidade dela na prática de racismo e incitação pública ao crime de homicídio”, afirmou.
Segundo o presidente da OAB-PE, a estudante teria praticado os crimes de racismo e de incitação pública ao crime de homicídio. “Naquela oportunidade, ela solicitou que cada paulista matasse um nordestino afogado. O crime de racismo é imprescritível e inafiançável. Apesar de o ato ter ocorrido no ano passado, não há possibilidade de haver prescrição do crime”, afirmou.
Segundo o Ministério Público Federal, sobre as acusações de não ter passado informações à OAB, a assessoria informou que o caso tramitou sigilosamente até o recebimento da denúncia pela Justiça. O objetivo era preservar o conteúdo das quebras de sigilo das mensagens necessárias para confirmar se o perfil realmente era atualizado pela jovem. Ainda segundo o órgão, diversas entidades denunciaram o caso, não somente a OAB, portanto não seria viável fornecer informações a todos os representantes desses órgãos.
Outra investigação
Além do caso de Mayara Petruso, outra pessoa moradora do Recife teria postado frases que ofenderam residentes no Sudeste. Foram colhidos alguns dados para sua identificação, inclusive com pedidos de quebra de sigilo autorizados pela Justiça Federal de São Paulo, mas não foram encontrados elementos suficientes para a identificação do autor das frases, que seria uma mulher.
Na avaliação do Ministério Público Federal, as duas mensagens possuem conteúdo semelhante e são racistas - uma direcionada contra nordestinos e outra contra paulistas. O órgão requereu que cópias das investigações relacionadas ao segundo caso de racismo fossem remetidos à Justiça Federal de Recife para o prosseguimento das investigações.